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GREVE DA EDUCAÇÃO MUNICIPAL DE BELÉM - CARTA À COMUNIDADE ESCOLAR


Trabalhadoras e trabalhadores da educação municipal de Belém fazem ato de greve em frente a SEMC - Imagem: Info.Revolução
Trabalhadoras e trabalhadores da educação municipal de Belém fazem ato de greve em frente a SEMC - Imagem: Info.Revolução

CARTA À COMUNIDADE ESCOLAR

Estamos em Greve na defesa da educação pública em Belém

 

Às mães, pais, responsáveis e estudantes,

 

Vivemos um momento difícil, mas necessário. Desde o dia 19 de janeiro, professores e funcionários de apoio das escolas municipais de Belém estão em greve, como resposta aos graves ataques à educação pública promovidos pela gestão do prefeito Igor Normando, com o apoio da maioria dos vereadores da cidade.

 

Essa paralisação não é um ato isolado nem irresponsável. Ela é fruto da falta de diálogo, da imposição autoritária de medidas e da aprovação de um verdadeiro “pacote de maldades”, que desmonta direitos históricos dos trabalhadores da educação e compromete a qualidade do ensino oferecido aos nossos estudantes.

 

Os projetos aprovados atingem professores, professoras e funcionários de apoio ao retirar licenças, gratificações, piorar as condições de trabalho, reduzir o apoio a estudantes PcDs e enfraquecer o cuidado digno que deve ser garantido às crianças e adolescentes da rede municipal. Quando os direitos de quem educa são atacados, quem perde é toda a comunidade escolar.

 

A atual gestão aposta na desvalorização do funcionalismo público e no desmonte das carreiras, afetando justamente quem sustenta os serviços essenciais da cidade. Esse projeto de cortes e arrocho impacta diretamente as escolas, que atendem as populações mais pobres, que dependem exclusivamente da escola pública.

 

A realidade nas unidades escolares já revela os efeitos dessa política:

 

  • redução da qualidade e da quantidade da alimentação escolar;

  • tentativa de diminuir de quatro para três refeições diárias nas creches, com liberação antecipada das crianças;

  • turmas da educação infantil com apenas uma professora;

  • ausência de aulas de arte e educação física para muitos estudantes

  • prédios alugados sem estrutura adequada para recreação, alimentação e descanso;fechamento dos laboratórios de informática;

  • desmonte da Fundação Escola Bosque, do centro de formação e de projetos de arte, música e educação ambiental;

  • retirada de professores de suas escolas atuais

 

Tudo isso compromete o desenvolvimento integral dos estudantes e precariza o trabalho de professores, coordenadores, merendeiras, administrativos e demais trabalhadores da escola.

 

A greve é em defesa da educação pública, dos direitos dos profissionais e do direito dos estudantes a uma escola digna, estruturada e com qualidade social. Não aceitaremos que educadores e estudantes paguem a conta de uma gestão que ignora a realidade das escolas e das comunidades.

 

O SINTEPP Belém segue firme, organizado e mobilizado, dialogando com a comunidade escolar e com a sociedade, porque a luta pela educação pública é uma luta de todos e todas.

 

Nenhum direito a menos!


Belém (PA), 23 de janeiro de 2026

 

Coordenação do Sindicato dos Trabalhadores em Educação

Pública no Estado do Pará – SINTEPP Belém


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